Tem bolsa que você reconhece do outro lado da rua. A Michael Kors faz esse tipo desde 1981, quando o estilista abriu a própria casa em Nova York apostando num luxo que vive bem na correria de quem trabalha. O couro saffiano segura o tranco da rotina sem perder a pose, e o dourado do logo aparece na medida certa. É aquela bolsa que vai da reunião ao jantar sem pedir licença, e os perfumes seguem a mesma lógica de presença sem esforço. O nome que a casa dá a esse espírito é jet set: uma vida em movimento, vestida para isso. Quem vive assim reconhece a proposta de longe.